O DICOSAN é uma associação de destilados de ácidos graxos do coco e do palmiste cujas funções incluem a ação antimicrobiana e modulação da microbiota intestinal, proporcionando melhor desempenho dos animais e redução de mortalidade. O óleo de coco e de palmiste é composto por ácidos graxos de cadeia média saturados destacando-se em maior concentração o ácido láurico (48,4%), seguido pelo ácido mirístico (18,6%), ácido caprílico (6,2%) e ácido cáprico (5,8%).
Os ácidos graxos de cadeia média possuem propriedades antibacterianas, tendo ação contra bactérias Gram positivas e Gram negativas. Sua atuação contra bactérias Gram positivas ocorre através da desestabilização da bicamada lipídica, pois os ácidos graxos presentem no produto formam micelas na parede celular, promovendo a fragilidade e ruptura desta estrutura. Além disso, a ação sobre as bactérias Gram negativas pode seguir uma via hidrofílica, onde a maior parte dos ácidos graxos não estão dissociados, permitindo que os mesmos penetrem com maior facilmente na célula bacteriana. Na segunda via lipofílica uma menor parte dos ácidos não dissociados pode passar pelos poros da membrana celular. Estas duas vias causam desestabilização da membrana, dano no RNA, redução do pH e esgotamento energético, reduzindo as bactérias patogênicas.
Um estudo foi realizado para avaliar os efeitos do DICOSAN sobre a população microbiana intestinal de leitões na fase inicial de creche. Através deste estudo foi possível observar uma redução na contagem de Enterobacterias, E.Coli e Coliformes no íleo e no ceco (P<0,05).
Figura 1: Efeito do Dicosan sobre a contagem microbiológica de leitões na fase de creche.

Em um segundo trabalho com inoculação oral por Salmonella typhimurium, foi possível observar a redução do número de leitões positivos após oitos dias após inoculação, quando receberam Dicosan nas dietas (Figura 2).
Figura 2: Efeito do Dicosan sobre a prevalência de leitões infectados por Salmonella typhimurium na fase de creche após inoculação experimental.

Em um trabalho realizado pela Universidade de Kansas (Gebhardt et al., 2017), a adição de uma mistura de ácido graxos de cadeia média em dietas de leitões gerou uma resposta de melhoria linear sobre o ganho de peso (Figura 3) e conversão alimentar. Assim, o uso de ácido graxos de cadeia média em dietas de leitões pode ser uma opção para melhorar o desempenho e a lucratividade dos produtores de suínos.
Figura 3: Efeito linear da inclusão de um blend de ácidos graxos de cadeia média (MCFA) sobre o ganho de peso de leitões do desmame aos 35 dias de vida.
